NONADA
antropologia, literatura, música, cinema, coisas à toa, esparsas e ociosas, e etc.
sábado, 5 de março de 2011
VERTENTES
O remanso do rio é o lugar das feras, disse Deusalina, a filha do S. Massu. Rio de águas muitas é esse rio Arrojado, lugar de muitos rios e cursos d´agua é esses Gerais. Dada a porosidade dos solos, os vales e nascentes na cumieira dos chapadões, as estações secas e chuvosas bem marcadas, garantindo o fluxo e circulação de massas de vento, e pingos d´água pendurados nas nuvens. Ainda conta esse ecossistema com uma vasta rede de drenagem onde imperam as veredas, brejos e os infindáveis buritizais, sugando do ventre da terra as aguas esponjadas pelo arenito urucuia, fazendo-as aflorar à superfície e porem-se em marcha para se juntar com outras e outras pequenas e infinitas vertentes, corgos, veias, vasos, artérias, formando, assim, o rio, na sua completude e inteireza, tal como o vemos. Modo que, no seu conjunto, os rios do Oeste, esse vasto aquífero, dá suporte e manancial para o Opará ou Grande Rio em tupi, o Velho Chico, o rio São Francisco, na direção leste. Rio que nasce de antes, nos sertões de Minas, e segue viagem com destino ao mar das profundezas salgadas e abissais. Vai indo, vai indo, encharcando a calha, formando ilhas, entre as cheias, nas subidas e descidas dos barrancos. O Opará, assim sendo, separa e une dois biomas, o cerrado e a caatinga.
quinta-feira, 3 de março de 2011
VIOLA E VINHO VELHO
"Por mais raro que seja, ou mais antigo, só um vinho é deveras excelente. Aquele que tu bebes, docemente, com teu mais velho e silencioso amigo" Mário Quintana
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